Réus foram condenados por feminicídio qualificado por motivo torpe — mediante pagamento e promessa de recompensa —, cometido com emprego de meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Os três homens acusados pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas foram condenados após um júri popular que durou dois dias, no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador.
Os réus foram condenados por feminicídio qualificado por motivo torpe — mediante pagamento e promessa de recompensa —, cometido com emprego de meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
As penas fixadas foram:
Ederlan Santos Mariano: 34 anos e cinco meses de prisão;
Victor Gabriel Oliveira Neves: 33 anos e dois meses de prisão;
Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque: 28 anos e seis meses.
No caso de Weslen, houve redução da pena em razão da confissão apresentada durante o julgamento.
O julgamento do caso estava previsto inicialmente par acontecer em novembro de 2025, mas os advogados dos réus abandonaram o fórum, alegando falta de estrutura e segurança. A Justiça considerou a atitude ilegal e remarcou a sessão para o mesmo local: o Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
O júri começou na terça-feira (24) e foi finalizado na quarta (25).
Sara Freitas foi assassinada no dia 24 de outubro de 2023. Em abril de 2025, o quarto denunciado por envolvimento no crime, o ex-motorista de aplicativo Gideão Duarte de Lima, foi condenado a 20 anos e 4 meses de prisão, por ser o resonsável por conduzir a cantora ao local do assassinato.
Na época do júri de Gideão, Ederlan, Weslen Pablo e Victor Gabriel tinham entrado com um recurso e aguardavam definição de julgamento. O trio foi apontado pelas investigações como mandante, executor e ajudante, respectivamente.

Acusados de matar Sara Freitas foram a júri popular — Foto: Reprodução/TV Bahia
O papel de cada um
Segundo informou o delegado Euvaldo Costa, responsável pelo inquérito do caso, as investigações apontaram a participação de cada um dos acusados da seguinte forma:
👉 o marido da vítima, Ederlan Mariano, encomendou o crime;
👉 Gideão Duarte levou Sara Freitas até o local combinado;
👉 Vitor Gabriel segurou a vítima;
👉 Bispo Zadoque a esfaqueou.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) sustentou uma acusação de feminicídio cometido por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver e associação criminosa.
Gideão, Victor Gabriel e Bispo Zadoque admitiram ter dividido R$ 2 mil, que foram pagos por Ederlan Mariano para executar o crime. A confissão ocorreu durante acareação realizada na Delegacia de Dias D’Ávila, responsável pelas investigações do caso.
Fonte:g1.globo.com/ba


















