Pesquisa é desenvolvida em Salvador e g1 foi até laboratório para entender processo.
Já imaginou produzir uma carne em laboratório? Há cerca de dois anos, cientistas do SENAI CIMATEC, de Salvador, desenvolvem a pesquisa da carne cultivada CELLMEAT3D, uma proteína que tem como objetivo ter os mesmos valores nutricionais da carne que você come no churrasco, mas feita com a “ajudinha” de uma impressora 3D.
🥩 A carne cultivada tem origem animal e as mesmas características de uma “carne normal”. A diferença é que ela é feita através do isolamento de células, que vão para um biorreator e depois para uma impressora 3D. O animal não precisa ser abatido durante o processo.

A pesquisa desenvolvida em Salvador é financiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e ainda está em etapa preliminar – o que significa que a carne ainda está em fase de estudos. Apesar disso, para a farmacêutica e pesquisadora Keina Maciele, uma das líderes do projeto, o estudo aponta para um futuro inovador na indústria alimentícia.
“As pesquisas apontam para um aumento populacional nos próximos anos, então vamos precisar aumentar a produção de alimento e vamos precisar de formas alternativas para fazer isso. A carne cultivada é uma opção”, explicou.
🏆 A pesquisa venceu o prêmio Finep Nordeste de Inovação 2025 na categoria Agroindústrias Sustentáveis e agora está apta para concorrer na disputa nacional.
O g1 foi até o laboratório do SENAI CIMATEC para entender como a proteína é feita e quais são as expectativas da pesquisa. Nessa reportagem você vai entender:
A diferença da carne de origem animal e da carne cultivada;
Como é feita a carne cultivada;
Quais são as vantagens desse tipo de carne;
Regulamentação no Brasil;
Desafios da produção.
Fonte:g1.globo.com/ba
Da esquerda para a direita, os pesquisadores Caio Oliva, Juliana Pitanga, Jaqueline Vieira, Keina Maciele, Jônatan Pires e Izamir Miguel — Foto: Malu Vieira/ g1 BA
















