Levantamento do Procon RJ revela diferenças de mais de 600% em produtos essenciais para o ano letivo
O ano letivo de 2024 está prestes a começar, e com ele, vem a preocupação com os custos dos materiais escolares. Para os pais e responsáveis, o cenário não é dos melhores. Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), a previsão é de um aumento entre 7% e 9% nos preços dos produtos da lista escolar este ano. Entretanto, uma pesquisa realizada pelo Procon do Rio de Janeiro revelou variações de preços superiores a 600% em produtos essenciais, como canetas, borrachas, lápis e corretivos.
Entre os dias 2 e 5 deste mês, o Procon RJ avaliou os preços de 157 itens escolares em dez diferentes sites. Os resultados surpreenderam. Por exemplo, uma borracha branca apresentou uma variação de 639,13%, enquanto outra borracha plástica com cinta variou de R$ 1,38 em um site para R$ 9,90 em outro. As menores variações foram observadas para uma tesoura, com 3,16%, e um caderno de caligrafia de 48 folhas, com 3,41%. A ABFIAE aponta aumentos nos custos de papel, embalagens e produtos importados como os principais fatores para essa elevação de preços.
Cássio Coelho, presidente do Procon RJ, enfatiza que a tradição do levantamento de preços visa auxiliar os consumidores a economizarem. “Comprovamos que, se houver pesquisa, é possível encontrar o mesmo produto, da mesma marca, em estabelecimentos diferentes, com grandes variações de preços”, destaca Coelho.
Dicas de como economizar
De acordo com Ana Oliveira, à frente da Papermall Papelaria, na Zona Sul e Oeste do Rio de Janeiro, os pais devem ter cautela e pesquisar preços para não acumular dívidas em 2024. “A pesquisa de preços é essencial ao comprar qualquer item. Avaliar tanto em lojas físicas quanto on-line é ideal, pois frequentemente há promoções diferenciadas. Empresas on-line têm menos custos operacionais, permitindo descontos mais atrativos”, disse a empreendedora.
Além da tradicional pesquisa em diferentes lojas, Ana Oliveira lista quatro dicas valiosas para auxiliar os pais na economia dos materiais escolares neste início de ano.
1- Negocie descontos: “Além de pesquisar em diferentes papelarias, físicas e on-line, saber pedir desconto também é muito importante na hora de economizar. Se o núcleo familiar tiver dois ou três filhos então, é quase certo que a papelaria ofereça algum tipo de benefício, como 15% de desconto no valor final da compra”, ressalta.
2- Escolha materiais adequados à idade: Ana explica que a compra do material escolar deve se basear na faixa etária do aluno. “Uma criança da pré-escola não pode ter um giz de cera muito fininho, porque a criança ainda não tem muita coordenação motora e pode quebrar o giz. Nesse caso, vale mais a pena pesquisar as características do produto e do uso associado a idade da criança e comprar um giz de cera mais caro, porém mais grosso, e que vai durar mais tempo. O mesmo acontece quanto à qualidade dos produtos. Não vale a pena investir em uma marca branca ou inferior que vai durar poucos meses, enquanto uma marca melhor oferecerá um ano inteiro de uso, ou mais, para a criança”, explica.
3- Recicle materiais do ano anterior: “Sabemos que a lista de material escolar que as escolas pedem vai muito além do que a criança realmente usa em um ano letivo, então sempre sobram cadernos pouco utilizados de matérias menos expressivas e aquelas cores menos favoritas da criança na caixa de lápis de cor. Meu conselho é sempre aproveitar os cadernos pouco usados no ano passado no próximo ano e, em vez de comprar uma caixinha de 24 cores de lápis, por exemplo, comprar apenas uma de 12 para substituir pelos mais gastos.”
4- Promova trocas de materiais: Existem materiais escolares que podem ser facilmente trocados com outros alunos, ajudando o responsável a economizar e a promover a sustentabilidade. “A troca de materiais acontece, principalmente, com uniformes, livros e outros itens duráveis, como mochilas e estojos. Há, inclusive, grupos de mães no Facebook destinados a isso”.
Fonte:odia.ig.com.br
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