Áudios enviados três dias antes do crime foram incorporados ao inquérito e citados pela Polícia Civil do Paraná
O homem que é apontado como principal suspeito da morte de Thaissa Gabriely Oliveira Marques já tinha chamado a atenção da jovem antes do crime. Em áudios enviados a um amigo três dias antes de ser assassinada, a estudante de 21 anos contou que um “menino” aparecia repetidamente na academia onde ela havia acabado de começar a trabalhar. As informações são do g1 Paraná.
Nas mensagens, Thaissa disse que o homem já tinha ido ao estabelecimento pelo menos cinco vezes e revelou incômodo com a insistência. Ela também comentou que ele havia procurado informações sobre uma vaga de emprego no local e chegou a enviar currículo. O conteúdo dos áudios foi incorporado ao inquérito que apura a morte da jovem.
A polícia afirma que as informações reunidas até agora apontam que o homem mencionado por Thaissa nas gravações seria Gabriel de Andrade, também de 21 anos. Ele foi preso em flagrante na sexta-feira (11), após a jovem ser atacada no estacionamento da academia, que ainda estava em preparação para a inauguração. A investigação apura uma tentativa de estupro seguida do assassinato a facadas.
Em uma das mensagens, Thaissa descreveu ao amigo uma das visitas do homem. Segundo ela, ele teria procurado uma funcionária para falar com o gerente e, posteriormente, pediu para conhecer diferentes áreas do estabelecimento. A jovem contou que, durante o episódio, chegou a pensar na existência de câmeras de segurança como forma de registrar a presença dele.
“Pior que ele já veio aqui cedo. Ele tinha falado com a menina da manhã que queria conversar com o gerente”, afirmou Thaissa em um dos áudios. Em outro trecho, ao relatar que mostrou as instalações ao visitante, ela disse ter ficado especialmente atenta quando ele demonstrou interesse em conhecer os banheiros.
A candidatura de Gabriel a uma vaga na academia também foi confirmada pelo gerente do estabelecimento, segundo o delegado Magno Miranda. Em depoimento, o responsável afirmou que o suspeito havia se inscrito no processo seletivo antes do assassinato, mas não foi escolhido. A defesa de Gabriel informou que acompanha o caso e aguarda o andamento das investigações.
Fonte :www.correio24horas.com.br

















