Ação da polícia baiana alcançou suspeitos em Sergipe, Goiás e São Paulo nesta quarta-feira (20).
A segunda fase da Operação Diamante de Sangue, feita pela Polícia Civil da Bahia bloqueou R$ 17 milhões em ativos de um grupo criminoso especializado em furtos interestaduais a joalherias, na manhã desta quarta-feira (20).
Segundo informações da Polícia Civil, três pessoas foram presas nos estados de Sergipe, Goiás e São Paulo.
As investigações apontam que o grupo mantinha uma estrutura organizada e divisão de tarefas, utilizando empresas e terceiros para a movimentação e dissimulação de recursos oriundos das atividades ilícitas, dificultando a rastreabilidade patrimonial e financeira dos investigados.
Na primeira fase da Operação Diamante de Sangue, no dia 1° de abril, dez pessoas foram presas em Salvador, Aracaju, São Paulo, Goiânia, Fortaleza e Rio de Janeiro.
Na oportunidade, foram apreendidos valores em espécie, celulares, documentos e veículos de luxo, entre eles uma Toyota SW4 e uma Volkswagen Amarok, bens que, segundo as investigações, estão relacionados à ocultação e movimentação de dinheiro ilícito.
Ainda segundo a polícia, cerca de 55 contas bancárias relacionadas aos investigados foram identificadas, levando ao bloqueio de mais de R$ 13 milhões.
O Fantástico apurou que o primeiro caso que chamou a atenção da polícia ocorreu na noite de 25 de janeiro de 2025, em um shopping de Salvador. Câmeras de segurança registraram um homem entrando em uma cafeteria já fechada — não para roubá-la, mas para acessar o forro do teto.
Após pedir orientações ao chefe e analisar câmeras e sensores de alarme, ele abriu um buraco no gesso, passou para a loja vizinha e arrombou o cofre de uma joalheria. Veja no vídeo abaixo.
Anéis, pulseiras e colares avaliados em cerca de R$ 1 milhão foram levados. O criminoso só deixou o shopping na manhã seguinte, sem ser notado. Cerca de um mês depois, dois suspeitos deste roubo foram presos.
💰 Um crime com as mesmas características foi registrado em um shopping de Vila Velha (ES) cerca de um ano depois.
As imagens mostram o assaltante se jogando no chão para passar por baixo da porta de uma loja de materiais esportivos e, em seguida, acessando outra joalheria pelo forro. Ele deixou o local com uma mochila cheia de joias.
As peças roubadas eram enviadas em correspondências para os chefes da quadrilha em Sergipe, escondidas em caixas de perfume para não levantar suspeitas.
Fonte:g1.globo.com/ba
Operação prende três pessoas e bloqueia R$ 17 milhões na 2ª fase de operação contra grupo especializado em furtos a joalherias — Foto: Polícia Civil






