Técnico teve recurso julgado pelas expulsões contra Fluminense e São Paulo, no Brasileirão. Punição que antes era de oito jogos caiu para sete, sendo que três já foram cumpridos
O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu diminuir para sete jogos de suspensão a pena do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, em julgamento realizado na manhã desta quarta-feira, no Rio de Janeiro (RJ). Ele ainda precisará ficar quatro jogos fora.
Na semana passada, o português havia sido punido com oito jogos de gancho, pelas expulsões contra São Paulo e Fluminense, somadas, no Campeonato Brasileiro. O clube entrou com recurso, e então o Pleno tratou do assunto.
No primeiro caso, referente ao jogo contra Fluminense, o tribunal diminuiu a pena de dois jogos para um. Já em relação ao confronto com o São Paulo, manteve-se a punição máxima de seis jogos.
Com isso, Abel Ferreira deve ficar fora dos jogos contra Athletico-PR, Bragantino, Santos e Remo pelo Brasileirão.
Anderson Barros, diretor de futebol alviverde, esteve na sessão. Abel ficou em São Paulo (SP), preparando o time para a partida contra o Sporting Cristal, quinta-feira, pela Conmebol Libertadores.
O português acabou denunciado duas vezes no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que pune quem “tem ações contrárias à ética do esporte”. O gancho vai de um a seis jogos.
Inicialmente, Abel havia recebido dois jogos de punição pelo vermelho diante do Flu e outros seis pelas ações no Choque-Rei.
No caso do jogo contra o Fluminense, o Palmeiras pediu a mudança para pena mínima de um jogo, convertida para advertência.
O argumento foi de que nos últimos 12 meses ele não foi penalizado pelo tribunal, e tecnicamente é réu primário. A última pena tem dois anos e meio, segundo o advogado do clube. O Pleno optou pela diminuição, mas sem converter em advertência.
Ao tratar da expulsão contra o São Paulo, Paulo Emílio Dantas Nazaré, procurador-geral do STJD, listou o histórico de cartões vermelhos de Abel, incluindo a sequência nesta temporada. Além disso, alegou que os impactos das declarações do treinador sobre arbitragem geram prejuízo à credibilidade da competição.
Mariana Barros Barreiras, relatora do caso, concordou com a gravidade do ato e optou pela manutenção da pena máxima de seis jogos. Os auditores acompanharam em maioria a decisão; houve apenas um voto para a redução para dois jogos, e outro, para quatro.
A defesa do Palmeiras apresentou um levantamento em que analisou os 18 casos julgados entre janeiro de 2025 e abril de 2026 pela 2ª Comissão Disciplinar do STJD (a que puniu Abel) a partir do artigo 258, parágrafo 2, como foi no caso do treinador.
Deles, cinco geraram absolvição, oito foram punidos com pena mínima convertidos em advertência e três casos de suspensão de uma partida. Os únicos casos em que a punição foi maior vieram nesses dois julgamentos de Abel, um com dois jogos, e outro com seis. Anderson Barros, diretor de futebol, considerou a decisão “arbitrária”.
Fonte:ge.globo.com



















