Eles e outras 19 pessoas foram presas na Bahia, Goiás, Ceará e Espírito Santo, na quinta-feira (5), por integrar organização que auxiliava o tráfico de drogas. Investigações apontam que grupo criminoso movimentou R$ 500 milhões através dos falsos sorteios.

Influenciador Ramhon Dias e rifeiro Nanam — Foto: Redes sociais
O influenciador digital Ramhon Dias e o rifeiro José Roberto Santos, mais conhecido como Nanam Premiações, são suspeitos de lavar dinheiro para o tráfico de drogas. De acordo com a Polícia Civil, os dois cometiam o crime por meio de rifas ilegais.
Eles e outras 19 pessoas foram presas no âmbito da Operação “Falsas Promessas”, deflagrada na quinta-feira (5). Um suspeito morreu em confronto com a polícia.
Ao longo do dia, 48 mandados foram cumpridos contra o grupo criminoso, suspeito de movimentar meio bilhão em transações financeiras ilícitas.
No geral, foram 14 mandados de prisão na Bahia, cinco em Goiás, um no Ceará, um no Espírito Santo e 26 mandados de busca e apreensão. Além disso, 40 veículos, lanchas e motos aquáticas foram apreendidas.
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa almejava aproveitar a estratégia midiática realizada pelos contraventores e a aparente influência social e política deles para burlar a fiscalização mais efetiva sobre a origem do capital.
Tanto Ramhon Dias quanto José Roberto, o Nanam Premiações, são conhecidos por divulgar rifas nas redes sociais. Ramhon chegou a divulgar um sorteio com prêmio de R$ 400 mil. Já Nanam dizia sortear carros de luxo, com custo de R$ 239 mil, como o Mini Cooper.
“Que minhas conquistas sirvam de inspiração para os menores que sonham assim como eu sonhei em um dia em ter um carro na hora, uma moto na hora”, escreveu o rifeiro em uma publicação.
Para a polícia, no entanto, os sorteios eram falsos e os valores ou itens premiados nem sequer eram entregues aos supostos ganhadores.
“Esse grupo lavava o dinheiro do tráfico de drogas através de rifas com sorteios falsos. Aquela toda tramitação através das redes sociais, dos influenciadores, com premiações de carros, que na verdade, não acontecia”, explicou a diretora do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), Márcia Pereira.
Fonte:g1.globo.com/ba


















