Em oito meses, 1.427 veículos eletrificados foram emplacados na cidade; especialista aponta queda de preconceitos, economia de manutenção e ampliação da oferta de modelos como fatores para o crescimento.
As vendas de veículos eletrificados, que incluem modelos elétricos e híbridos, vêm crescendo de forma expressiva em Feira de Santana. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) apontam que, entre janeiro e agosto de 2026, 1.427 unidades foram emplacadas no município, contra 487 no mesmo período de 2025, o que representa alta de 193%.
Somente em agosto, foram 544 veículos eletrificados vendidos em Feira de Santana, diante de 248 no mesmo mês do ano passado, um crescimento de 120%.
O avanço também acompanha o cenário estadual e nacional. Na Bahia, foram 14.362 unidades emplacadas entre janeiro e agosto, alta de 181% em relação ao mesmo período de 2025. No Brasil, o acumulado chegou a 328.477 veículos eletrificados, crescimento de 160,5%.
Para Thaynara Mendes, especialista em vendas da BYD em Feira de Santana, o crescimento está relacionado à mudança na percepção dos consumidores, além das condições de venda e dos benefícios oferecidos pelos veículos.
“A gente passou por um certo preconceito porque as pessoas se recusavam a entender e saber como funcionavam os carros híbridos e os carros elétricos. Ainda existe um pouco essa questão do preconceito, mas a gente vem ganhando o mercado”, afirmou.
Venda direta e descontos ampliam acesso
Segundo Thaynara, um dos fatores que contribuem para o aumento das vendas é a modalidade de venda direta da fábrica, destinada a categorias específicas, como empresas, servidores públicos, pessoas com deficiência (PCD), produtores rurais e taxistas.
Ela explica que a modalidade permite oferecer descontos significativos em determinados modelos.
“É uma venda que consegue um desconto bem significativo. Temos carros hoje com custo de R$ 189.990, carros SUV que, para um motorista de aplicativo, por exemplo, esse mesmo carro sai por R$ 142 mil. Então, é uma diferença bem significativa”, destacou.
Na avaliação da especialista, a combinação entre preço, tecnologia e custos de utilização tem despertado o interesse de consumidores que antes não consideravam a possibilidade de adquirir um veículo elétrico ou híbrido.
Economia de manutenção também pesa na decisão
Além do preço de compra, a economia no uso diário aparece como um dos principais argumentos para quem avalia a mudança de um veículo a combustão para um eletrificado.
Thaynara destaca, por exemplo, a diferença no intervalo entre as revisões dos veículos elétricos.
“Hoje, os carros 100% elétricos fazem revisão a cada 20 mil quilômetros. Diferente dos carros a combustão, que basicamente todos fazem revisão a cada 10 mil quilômetros”, explicou.
Segundo ela, as revisões dos modelos elétricos também apresentam custos considerados mais baixos.
“Por ter um motor muito limpo, as revisões desses carros costumam variar entre R$ 360 e R$ 400. Então, é um custo-benefício muito grande”, afirmou.
A economia também é apontada como relevante para profissionais que utilizam o carro diariamente, como motoristas de aplicativo.
“O motorista de aplicativo que roda com carro a combustão chega reclamando que gasta, que consome no mês R$ 3 mil de combustível. Então, você consegue pagar o veículo, não tem esse peso mais com esse veículo, tem qualidade e tecnologia no mesmo produto”, disse.
Fonte:www.deolhonacidade.net


















