Comercialização de flores, cuidados com túmulos, orações e celebrações religiosas marcaram a movimentação no cemitério durante a data dedicada à memória dos entes queridos.
O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), foi marcado por manifestações de fé, homenagens e tradições familiares no Cemitério São Jorge, no bairro Sobradinho, em Feira de Santana. Ao longo do dia, familiares visitaram os túmulos de pessoas queridas, participaram de momentos de oração e mantiveram costumes que atravessam gerações.
Além das homenagens, a data também movimentou o comércio de flores nas proximidades do cemitério. Para alguns trabalhadores, o Dia de Finados representa uma oportunidade importante de vendas, resultado de uma preparação que começa ainda na véspera.
Gildete Barros dos Santos comercializa flores artificiais no mesmo ponto, em frente ao Cemitério São Jorge, há 25 anos. A rotina inclui chegar com antecedência para organizar os produtos e atender à população logo nas primeiras horas da manhã.
“Vinte e cinco anos vendendo flores neste ponto. A gente vem de madrugada, dorme aqui de ontem para hoje para estar aqui logo cedo atendendo à população”, contou.
Gildete explicou que praticamente toda a preparação e montagem das flores fica sob sua responsabilidade, com o auxílio da filha na organização da estrutura. A comerciante opta por trabalhar exclusivamente com flores artificiais, inclusive por causa das restrições relacionadas ao combate ao mosquito transmissor da dengue.
“Eu não trabalho com flores naturais. Essas são sintéticas, porque não é proibido colocar lá no cemitério. As outras têm uma proibição por causa do mosquito da dengue, então prefiro não vender”, explicou.

Foto: JP Miranda
Sobre o movimento, ela avaliou que as vendas estavam dentro da normalidade em comparação com outros anos. Mesmo com o aumento dos custos dos produtos, Gildete procura manter preços acessíveis para preservar a clientela.
“Os produtos aumentam e eu faço questão de colocar uma margem de lucro pequena para poder manter meus clientes. O desafio é você ter preço para a população, não colocar uma margem de lucro grande. O importante são as vendas do dia”, afirmou.
A comerciante permanece no local até as 17h, seguindo uma tradição que mantém há mais de duas décadas.
Fonte:www.deolhonacidade.net


















