Pela 1ª vez desde o fim de 2024, aprovação do governo supera numericamente a desaprovação. Pesquisa mostra também os efeitos da isenção do Imposto de Renda.
A melhora na avaliação do governo Lula é um indicador central para entender o momento da disputa pela Presidência da República, afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.
A pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) mostra Lula (PT) à frente no 1º turno, com 40%, contra 28% de Flávio Bolsonaro (PL). O presidente lidera também os quatro cenários de 2º turno, com 45%, e está oito pontos à frente de Flávio, que tem 37%.
A aprovação do governo atingiu 48% e ficou acima numericamente da desaprovação, em 47%. É o melhor resultado para Lula desde o fim de 2024. Segundo a Quaest, 51% acham que Lula não merece mais um mandato. Houve uma queda: 59% respondiam isso em abril. Outros 45% acham que ele deveria ser reeleito, por outro lado.
O levantamento captou o impacto de três iniciativas do governo que são apostas para produzir efeitos positivos na economia:
os efeitos do programa “Desenrola 2.0”, para renegociação de dívidas;
o avanço das discussões sobre o fim da escala 6×1;
e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
“O que estamos mostrando: a aprovação do governo tem uma melhora consecutiva desde abril”, afirma Nunes. “E essa melhora é fundamentada em 3 fatores: o desenrola dimuinui as dívidas dos brasileiros, a discussão sobre o fim da escala 6×1 cria a expectativa de que as pessoas vão poder trabalhar menos e ter mais qualidade de vida, e a isenção do IR finalmente começa a chegar em setores importantes da sociedade.”
Imagem de Lula melhora
Pela primeira vez desde dezembro de 2024, o índice de aprovação do governo (48%) voltou a ficar acima do patamar de desaprovação (47%). Os números apontam empate técnico, mas revelam uma tendência quando se olha para os últimos meses.
Há um ano, 53% desaprovavam a gestão do presidente, e 43% aprovavam. Eram dez pontos de diferença. Em abril, a diferença entre desaprovação e aprovação era de nove pontos (52% a 43%).
Desde então, a imagem do governo vem melhorando. E um movimento importante está acontecendo entre os eleitores que se consideram independentes — aqueles que não se consideram nem de direita, nem de esquerda, nem bolsonaristas, nem lulistas.
Essa base corresponde a 33% do total e terá papel decisivo na disputa eleitoral.
Segundo a pesquisa Quaest, entre os independentes, 58% desaprovavam o governo em abril. Agora, são 45%. Já o índice de aprovação subiu de 32% para 45%. “Esse é o grande ponto”, diz Nunes.
Fonte:g1.globo.com /ba



















