Menos de um ano após ser anunciado como substituto de Carlo Ancelotti, Xabi Alonso teve a sua demissão anunciada pelo Real Madrid. E alguns motivos ajudam a explicar a decisão tomada pelo clube espanhol, como apurou a ESPN.
Desde a falta de confiança do presidente e “chefão” do Merengue, Florentino Pérez, à polêmica protagonizada com Vinicius Jr. no clube. São algumas as razões que levaram o Real Madrid a optar por mais uma mudança de comando, anunciando o também ex-jogador Álvaro Arbeloa como substituto.
Abaixo, a ESPN lista os cinco motivos principais que justificam a saída de Xabi do cargo de treinador do Real Madrid. Confira.
- Nunca teve o apoio de Florentino Pérez
Xabi Alonso chegou ao clube para substituir Carlo Ancelotti porque tudo indicava que ele era o técnico ideal após seu impressionante trabalho na Alemanha; no entanto, ele nunca convenceu totalmente a diretoria, segundo diversas fontes que falaram à ESPN, e isso levou à sua saída por falta de apoio incondicional.
Mesmo antes da pausa de fim de ano, persistiam rumores sobre a situação precária do treinador basco, já que o presidente Florentino Pérez estaria insatisfeito com seu desempenho. Após a derrota na Supercopa da Espanha contra o Barcelona, sua demissão foi oficialmente anunciada.
- Derrotas contra os grandes
O primeiro revés de Alonso ocorreu em seu torneio de estreia, o Mundial de Clubes. Até as semifinais, ele enfrentou um adversário formidável e sofreu uma derrota retumbante, sendo goleado por 4 a 0 pelo PSG, que havia se classificado para a competição após vencer a Champions League.
Contra o Atlético de Madrid, em LALIGA, sofreu outra pesada derrota (5 a 2) e, apesar de derrotar o Barcelona no jogo de ida e chegar a estar em vantagem, perdeu a final da Supercopa (3 a 2), com seu segundo título em jogo.
A disputa com Vinícius Jr.
O treinador nascido em Tolosa teve uma relação longa e conflituosa com Vinicius Jr. durante sua passagem pelo Real Madrid. Ele não conseguiu controlar o brasileiro, que repetidamente desobedecia às decisões do técnico — o exemplo mais flagrante foi no clássico de LALIGA, quando foi substituído.
A relação entre os dois havia melhorado nos últimos tempos, mas nunca a ponto de alcançar uma verdadeira harmonia, segundo diversas fontes que falaram à ESPN.

Xabi Alonso e Vinicius Jr. durante partida do Real Madrid contra o Liverpool, no Alfield Road, pela Champions League Carl Recine/Getty Images
- Não teve apoio total do vestiário
Diversos relatos indicavam a existência de grupos dentro do Real Madrid: aqueles que estavam felizes e apoiavam a gestão de Alonso, e aqueles que estavam insatisfeitos com seus métodos e decisões.
Isso se refletia em campo e colocava em xeque a liderança do treinador. Apesar de reconhecer a dificuldade de gerenciar tantas estrelas, ele não conseguiu lidar com a pressão. Detalhes como as horas dedicadas à análise de vídeos e a nova metodologia de treinamento levantaram suspeitas no elenco, segundo diversas fontes que falaram à ESPN nos últimos meses.
O gesto de Kylian Mbappé, ao pedir que não fosse feita nenhuma homenagem ao Barcelona após a derrota na Supercopa, enquanto Xabi Alonso solicitava o contrário, exemplifica perfeitamente a situação descrita acima.
- Sem estilo de jogo
O Real Madrid de Xabi Alonso era uma equipe de grandes jogadores individuais que nunca encontraram seu ritmo. A dependência da equipe em relação a Mbappé era particularmente notável durante esse período, quando as partidas não eram vencidas por meio de um jogo coletivo definido, mas sim por meio de brilhantismo individual, com o desempenho do francês se destacando acima de todos os outros.
A derrota para o Barcelona na Supercopa, com o Real Madrid recuado, não foi bem recebida pela diretoria.
Fonte:www.espn.com.br


















