Grupo foi encontrado em obra às margens da BR-242, em Seabra, e em garimpos da região de Novo Horizonte. Trabalhadores viviam em alojamentos precários e enfrentavam riscos à saúde e à segurança.
Duas operações da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) resultaram no resgate de 69 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em ações realizadas na Bahia.
Ao todo, 45 pessoas foram encontradas em uma obra às margens da BR-242, no município de Seabra, e outras 24 em garimpos subterrâneos de extração mineral, em Novo Horizonte, ambas cidades na Chapada Diamantina.
Em Seabra, os Auditores-Fiscais do Trabalho resgataram 45 trabalhadores durante uma fiscalização realizada em um canteiro de obras destinado à construção de um empreendimento comercial voltado ao funcionamento de um ponto de apoio rodoviário e restaurante. A ação ocorreu em 25 de maio e identificou 55 pessoas em atividade no local.
Já em Novo Horizonte, uma operação realizada entre 24 de maio e 3 de junho alcançou 40 trabalhadores em quatro frentes de garimpo artesanal de quartzo rutilado e barita, dos quais 24 foram resgatados.
As duas operações foram coordenadas pela auditora-fiscal do trabalho Gislene Stacholski e identificaram uma série de irregularidades trabalhistas e condições degradantes de trabalho.
No caso da obra em Seabra, os fiscais encontraram alojamentos superlotados, sem privacidade e com instalações sanitárias inadequadas. Em alguns espaços, trabalhadores conviviam diretamente com materiais de construção, equipamentos e produtos químicos.
A fiscalização também constatou que a maioria dos empregados não tinha registro em carteira, não havia controle formal de jornada e inexistiam programas de saúde e segurança do trabalho.
Além disso, foram verificadas situações de grave e iminente risco, como instalações elétricas improvisadas, máquinas sem proteção adequada, escavações abertas sem sinalização e trabalho em altura sem medidas de proteção. Segundo os auditores, as jornadas chegavam a aproximadamente 65 horas semanais, ultrapassando os limites previstos na legislação.
Os trabalhadores haviam sido recrutados em diferentes estados e transportados para a região da obra, passando a depender integralmente da estrutura fornecida pela empresa para moradia e alimentação.
Fonte:g1.globo.com/ba
Auditores-Fiscais do Trabalho resgatam trabalhadores em condições análogas à de escravo na Bahia — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)






