Ação integrada entre governos municipal, estadual e federal oferece atendimento para mulheres de 28 municípios da região
Feira de Santana voltou a receber a Carreta da Saúde da Mulher, iniciativa voltada ao fortalecimento do atendimento especializado feminino, com foco na prevenção e diagnóstico precoce de doenças, especialmente o câncer de mama e do colo do útero. A estrutura itinerante passou a funcionar nesta sexta-feira (29) e ficará instalada por 30 dias na Policlínica Regional de Saúde, beneficiando pacientes de 28 municípios da microrregião.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, destacou a importância da união entre os entes públicos para garantir um atendimento mais eficiente às mulheres.
“O Sistema Único de Saúde é uno, não existe um sistema de saúde estadual, outro federal e outro municipal. Só dá certo quando a gente une esforços para ofertar um serviço de qualidade à população”, afirmou.
Segundo o secretário, o diferencial da carreta está no modelo de atendimento integrado, permitindo que a paciente realize consulta, exames e retorno médico no mesmo ciclo, reduzindo a espera por diagnósticos.
“O que a gente está falando aqui não é de uma consulta isolada, de um preventivo ou ultrassom apenas. É um combo de procedimentos que fecha o ciclo diagnóstico. A mulher faz a consulta, realiza os exames necessários, como ultrassom pélvico, transvaginal, mamografia ou ultrassom de mama, e já tem o retorno com a orientação ou encaminhamento para o tratamento”, explicou Rodrigo Matos.

Ele ressaltou ainda que Feira de Santana está coordenando parte do processo de regulação dos atendimentos, auxiliando também os demais municípios da região.
“São 28 municípios da microrregião de Feira de Santana. É de braços dados com os outros municípios e com os outros entes federativos que avançamos na saúde”, pontuou.
Questionado sobre a possibilidade de redução das filas de exames e consultas, Dr. Rodrigo afirmou que ainda não é possível mensurar o impacto total da ação, mas acredita em melhora significativa no atendimento.
“É um serviço diferente, porque não estamos falando apenas de exames separados. Aqui há um fechamento do ciclo diagnóstico. A pessoa faz pelo menos duas consultas e um ultrassom no mesmo período. Não tenho dúvida de que a fila vai reduzir bastante, pelo volume de procedimentos ofertados”, disse.“Além de melhorar a fila, o mais importante é que será resolutivo, porque as pessoas já fazem o retorno e saem com encaminhamento definido”, acrescentou.
Fonte:www.deolhonacidade.net
Foto: JP Miranda


















