Tipo de câncer costuma atingir adultos jovens e pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais.
A influenciadora Isabel Veloso morreu aos 19 anos em decorrência de um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, rede de vasos e gânglios responsável pela defesa do organismo. A morte foi confirmada neste sábado (10) pelo marido, Lucas Borbas, em uma publicação nas redes sociais.
O linfoma de Hodgkin é um câncer que se origina em células do sistema imunológico e pode se manifestar inicialmente por sinais discretos, como o surgimento de ínguas indolores.

A influenciadora Isabela Veloso — Foto: Reprodução/Instagram
Por afetar estruturas espalhadas por todo o corpo, a doença pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais, o que contribui para atrasos no reconhecimento do problema. Isabel descobriu nódulos no pescoço e no tórax.
Um câncer que começa no sistema de defesa do corpo
Entender como esse câncer se desenvolve ajuda a explicar por que o diagnóstico nem sempre é imediato e quais são os caminhos do tratamento.
O linfoma de Hodgkin se origina no sistema linfático, rede formada por vasos e linfonodos (gânglios) espalhados pelo corpo, além de órgãos como baço e timo. Esse sistema participa da produção, maturação e circulação das células de defesa e também ajuda a manter o equilíbrio de líquidos no organismo.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença surge quando células do sistema linfático sofrem alterações e passam a se multiplicar de forma desordenada, formando tumores —principalmente nos linfonodos.
Uma das principais diferenças do linfoma de Hodgkin em relação a outros linfomas é a presença, nos exames microscópicos, das chamadas células de Reed-Sternberg. Essas células são linfócitos alterados que perderam o controle do crescimento e passam a se multiplicar de forma anormal.
A identificação dessas células funciona como uma “assinatura” da doença. Quando elas aparecem na biópsia do linfonodo, os médicos conseguem confirmar que se trata de linfoma de Hodgkin e não de outro tipo de câncer do sistema linfático, o que é decisivo para definir o tratamento mais adequado.
“Ela não é a causa isolada da doença, mas um sinal característico que ajuda a identificá-la ao microscópio”, explica Stephen Stefani, oncologista da Oncoclínicas e da Américas Health Foundation.
Segundo ele, o tumor é formado majoritariamente por outras células do sistema imunológico que passam a se comportar de forma desordenada.
Fonte:g1.globo.com


















