Forma rara da tuberculose afeta o abdômen, tem diagnóstico difícil e exige atenção aos sintomas iniciais
A morte do jornalista Erlan Bastos, aos 32 anos, em Teresina, levantou questionamentos sobre a causa do falecimento. De acordo com informações divulgadas por pessoas próximas e veículos locais, o quadro de saúde do apresentador estava relacionado a uma tuberculose peritoneal, uma forma menos comum da doença, que atinge a região abdominal. Até o momento, não há boletim médico detalhado divulgado oficialmente, mas o caso reacendeu o alerta sobre uma condição pouco conhecida pela população.
A tuberculose peritoneal é uma manifestação extrapulmonar da tuberculose, infecção causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Diferentemente da forma mais conhecida, que afeta os pulmões, essa variação compromete o peritônio, membrana que reveste os órgãos da cavidade abdominal.
Segundo o Ministério da Saúde, a tuberculose extrapulmonar representa uma parcela menor dos casos registrados no país, mas tende a ter diagnóstico mais tardio justamente por apresentar sintomas menos específicos. A forma peritoneal é considerada rara e pode ser confundida com outras doenças gastrointestinais ou inflamatórias.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, os principais sintomas da tuberculose peritoneal incluem dor abdominal persistente, aumento do volume da barriga, febre baixa prolongada, perda de peso sem causa aparente, fraqueza e falta de apetite. Em alguns casos, também pode haver náuseas, vômitos e alterações do funcionamento intestinal.
O diagnóstico costuma ser um desafio. Exames de imagem, como tomografia, ajudam a levantar suspeitas, mas a confirmação geralmente exige análise do líquido abdominal ou biópsia do peritônio. Por isso, especialistas alertam que a demora em investigar sintomas persistentes pode atrasar o início do tratamento.
Fonte:www.correio24horas.com.br


















