Grupo de árbitros receberá remuneração fixa e bonificação por desempenho, além dos valores já pagos por jogos
Desejo antigo de torcedores, dirigentes e da própria classe, a arbitragem do Brasileirão, enfim, será profissionalizada. A partir de março deste ano, todos os jogos da Série A serão comandados por árbitros com, espera-se, dedicação exclusiva. Isso inclui o juiz principal, os auxiliares e o responsável pelo VAR. O anúncio foi feito pela CBF na tarde desta terça-feira (27). A entidade vai gastar R$ 1 milhão por mês para bancar os salários do grupo, que contará com 72 profissionais.
Pelo projeto, o grupo de árbitros receberá uma remuneração fixa da entidade, além dos valores que eles já recebem normalmente pelos jogos que apitam. Haverá ainda uma bonificação por desempenho. Com isso, a CBF entende que os árbitros terão segurança financeira e poderão se dedicar apenas ao apito.
– Esse é um movimento que carrega uma diferença fundamental em relação às outras mudanças que já implementamos, porque aqui estamos falando de pessoas que estão, literalmente, no centro do campo quando as partidas começam, mas que, por décadas, viveram na periferia das atenções da CBF, só ganhando relevância quando cometiam erros. E por que erraram? Primeiro, claro, por sermos seres humanos, todos nós erramos e continuaremos errando. Mas, muitas vezes, porque faltava apoio, faltava investimento, faltava preparo físico, faltava instrução técnica, faltava tranquilidade financeira, faltava apoio psicológico, tecnologia, saúde. Faltava uma trilha de desenvolvimento. Não mais – iniciou Samir Xaud, presidente da CBF.
– Uma categoria tão importante, os árbitros do melhor futebol do mundo, não poderia continuar assim. E essa gestão resolveu atacar esse problema já nos primeiros dias. Intensificamos treinamentos técnicos e encontros presenciais, ampliamos investimentos, aproximamos a arbitragem do centro das decisões e trouxemos tecnologia. O impedimento semiautomático já está sendo instalado em nossos estádios e, em breve, será uma realidade. A partir de agora, árbitros centrais, árbitros assistentes e árbitros de VAR da Série A do Campeonato Brasileiro, homens e mulheres, terão contrato com a CBF. Vão contar com remuneração fixa, cota por jogo e uma rede de apoio que incluirá preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo, além de avaliações periódicas, técnicas e físicas. Serão, de fato, profissionais – completou o presidente.
Chamado de “Árbitros PRO”, o grupo de elite terá 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 que atuam apenas com o VAR. Todos os brasileiros que integram o quadro da Fifa foram selecionados para a equipe, além dos profissionais que mais atuaram e tiveram boa avaliação da CBF nas temporadas de 2024 e 2025.
A profissionalização, porém, exigirá contrapartidas dos árbitros. Eles terão de realizar uma rotina semanal de treinos, com plano individualizado de preparação física. Também terão suporte com psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas. Os árbitros ainda receberão relógios inteligentes que farão monitoramento de sono e de atividades físicas, cujos dados serão avaliados pela equipe de Ciências do Esporte da CBF.
Fonte:esportes.r7.com



















