Alexandre Pires foi alvo de um mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal nesta segunda (4). A operação Disco de Ouro investiga um esquema de financiamento e logística ao garimpo ilegal na Terra Indígena Ianomâmi, nos estados de Roraima e Amazonas. O cantor teria recebido, ao menos, R$ 1 milhão de uma mineradora denunciada.
A busca foi cumprida em um cruzeiro onde Pires se apresentou neste fim de semana, em Santos, litoral de São Paulo. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e pelo jornal O Globo.
A reportagem procurou Alexandre Pires por meio de sua assessoria de imprensa, mas não teve resposta até a publicação deste texto. O músico ainda não se manifestou oficialmente sobre a operação.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema é voltado para a “lavagem” de cassiterita retirada ilegalmente da terra indígena. O minério seria declarado como originário de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba, no Pará. A origem dele, no entanto, é o território indígena de Roraima.
“Foram identificadas transações financeiras que relacionariam toda a cadeia produtiva do esquema, com a presença de pilotos de aeronaves, postos de combustíveis, lojas de máquinas e equipamentos para mineração e laranjas para encobrir movimentações fraudulentas”, afirmou a PF, em nota.
O inquérito ainda investiga a possível participação de Matheus Possebon, empresário do ramo musical, que seria um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes. Foi determinado o sequestro de mais de R$ 130 milhões dos suspeitos.
A operação Disco de Ouro é um desdobramento de uma investigação da PF iniciada em 2022. Na época, 30 toneladas de cassiterita extraídas da Terra Ianomâmi estariam sendo preparadas para remessa ao exterior. Até o momento, foram feitos dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão.
Fonte:noticiasdatv.uol.com.br


















