Substância tenta reduzir a produção da proteína envolvida na doença, mas ainda não foi testada em humanos e não há como saber se poderá interromper ou prolongar a evolução do quadro
A autorização da Anvisa para que Lito Sousa receba o medicamento experimental ALN-6457 abriu uma nova possibilidade no tratamento do influenciador, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Mas a liberação também provoca uma dúvida inevitável: o medicamento pode curá-lo ou aumentar sua expectativa de vida?
Por enquanto, nenhuma dessas possibilidades pode ser afirmada. O ALN-6457 ainda está em estágio pré-clínico e não passou por estudos formais em seres humanos para a doença priônica. Lito será a primeira pessoa a receber a substância para essa finalidade, por meio de um programa de uso compassivo.
Isso significa que ainda não existem dados clínicos capazes de mostrar se o medicamento funciona em pessoas, qual seria o tamanho de um eventual benefício ou se ele é capaz de aumentar a sobrevida de pacientes com a doença.
Como o ALN-6457 pretende agir?
O ALN-6457 utiliza uma tecnologia de interferência de RNA, conhecida como RNAi, e foi desenvolvido para reduzir a produção da proteína priônica.
Na doença de Creutzfeldt-Jakob, proteínas priônicas assumem uma conformação anormal e induzem outras proteínas a sofrerem alterações. Esse processo provoca degeneração dos neurônios e rápida deterioração cerebral.
Fonte:www.correio24horas.com.br


















