Procuradoria afirma que deputado é apontado como chefe de organização criminosa e cita condenação superior a 36 anos por crimes relacionados a armas. Justiça Eleitoral ainda vai analisar pedido.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) o indeferimento do registro de candidatura do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), que tenta disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A impugnação foi protocolada nesta sexta-feira (7).
Segundo o procurador regional eleitoral Cláudio Gusmão, há um conjunto de investigações e provas que, na avaliação do MPE, apontaria o deputado como chefe de uma organização criminosa. O parlamentar é réu em quatro ações penais relacionadas à Operação El Patrón e a desdobramentos da investigação.
O g1 procurou o TRE-BA para saber sobre o andamento do processo e aguarda resposta. A reportagem também tenta contato com a defesa de Binho Galinha.
MPE cita condenação superior a 36 anos
Um dos principais argumentos apresentados pela Procuradoria Regional Eleitoral é uma condenação de Binho Galinha na Justiça Estadual por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.
Segundo o MPE, a sentença estabeleceu pena superior a 36 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado. A condenação envolve crimes relacionados à posse irregular de armas e munições, incluindo armamentos de uso restrito e armas com sinais identificadores adulterados ou suprimidos.
A petição cita ainda apreensões de armas em imóveis vinculados ao deputado. Entre os materiais mencionados estão fuzil calibre 5,56, pistola calibre .380, revólveres calibre .38, espingardas, armas de uso restrito, armas com numeração suprimida e munições.
O que dizem as investigações
A Procuradoria cita uma ação penal, originada da Operação El Patrón, na qual Binho Galinha é acusado de ocupar a posição de chefe de uma organização criminosa.
De acordo com a acusação reproduzida na petição do MPE, o grupo teria atuação em diferentes áreas, como exploração do jogo do bicho, agiotagem, lavagem de dinheiro, receptação qualificada e corrupção de menores.
Ainda segundo o documento, a organização teria pelo menos 14 integrantes, divididos em diferentes núcleos, incluindo setores financeiro, de receptação e armado.
Fonte:g1.globo.com/ba
Foto: Agência Alba


















