CBF retoma planejamento em agosto, mantém técnico italiano no comando e prevê mudanças graduais após eliminação
A eliminação precoce da seleção brasileira na Copa do Mundo marcou o encerramento de um ciclo, mas não provocará uma reformulação imediata. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já definiu o planejamento para o próximo período, mantendo Carlo Ancelotti no comando da equipe até a Copa de 2030 e apostando em uma renovação gradual do elenco.
Os trabalhos do departamento de futebol masculino serão retomados no início de agosto, após um recesso de cerca de 20 dias. O objetivo é preparar a primeira Super Data Fifa, que abrirá oficialmente o novo ciclo da Seleção.
O calendário internacional também mudou. Em vez de duas janelas de dez dias, haverá um único período de concentração entre 21 de setembro e 6 de outubro. Com isso, Ancelotti terá mais tempo para treinamentos e poderá disputar três amistosos no período, um a mais do que no formato anterior.
Dois compromissos já estão definidos. O Brasil enfrentará a Austrália em 25 de setembro, em Townsville, e no dia 29, em Brisbane. Um terceiro adversário ainda será confirmado. A convocação deve ser anunciada na segunda semana de setembro.
Apesar da frustração pela queda nas oitavas de final diante da Noruega, a CBF descartou mudanças radicais na comissão técnica. A única saída confirmada é a de Davide Ancelotti, filho e auxiliar do treinador italiano, que assumirá o comando do Lille, da França.
Após a eliminação, o coordenador de seleções, Rodrigo Caetano, reforçou que o planejamento prevê continuidade. “Cabe a nós agora destacar a importância de um ciclo dentro da normalidade, com mais calma, um trabalho que terá continuidade com o Mister até 2030. Sim, o novo ciclo é com o Mister. Ele vai escolher os atletas que estarão na próxima Copa.”
O próprio Ancelotti também garantiu que seguirá à frente do projeto. “O futebol é assim. Às vezes é preciso lidar com a tristeza de uma derrota. Estamos acostumados com isso e vamos transformar essa derrota em um novo impulso para o trabalho e para a evolução dos jogadores.”
Saída de veteranos
A avaliação interna é que a reconstrução da equipe já começou durante a preparação para o Mundial de 2026, quando jovens jogadores passaram a ser observados pela comissão técnica. A intenção é ampliar essa renovação ao longo dos próximos quatro anos, sem uma ruptura imediata.
Fonte:www.correio24horas.com.br



















