O ônibus envolvido no acidente registrado nesta terça-feira 03/2, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, realizava transporte clandestino de passageiros e operava de forma irregular. A informação foi confirmada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O caso ocorreu em um trecho da AL-220, na região conhecida como Curva do S, no Distrito Caboclo. De acordo com o Governo de Alagoas, há a confirmação de 16 óbitos, sendo cinco homens, sete mulheres e três crianças. O ônibus integrava um comboio da Prefeitura de Coité do Nóia.
“O ônibus, de placa JJB3D75, não possui habilitação na ANTT. Não possui certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente. Além disso, não havia Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado”, informou o órgão em nota.
Ao g1, o prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino Filho, contestou a informação de que o ônibus realizava transporte clandestino. Segundo o gestor, o veículo teria sido contratado por meio de processo licitatório para a viagem.
“Estão disseminando a informação de que o veículo era clandestino, quando, na verdade, isso não é verdade. Houve um processo licitatório para a prestação do serviço de locação do ônibus. É um processo idôneo”, afirmou.
O prefeito disse ainda que os ônibus utilizados eram novos e possuíam ar-condicionado, televisão e banheiro. Ele classificou o ocorrido como uma “fatalidade trágica” e destacou o vínculo pessoal com as vítimas. “Todos os mortos são meus amigos pessoais. Eu acompanhei essa viagem do início ao fim”, declarou.
Bueno Higino Filho informou que a prefeitura tem prestado assistência às famílias, com equipes nos hospitais e no Instituto Médico Legal (IML). Segundo ele, foi solicitado apoio ao Governo de Alagoas para agilizar os procedimentos de necropsia e liberação dos corpos. A gestão municipal também ficou responsável pela doação dos caixões e pela organização de um sepultamento coletivo no ginásio de esportes do município.
Fonte:santanafm.com.br


















