Anúncio foi feito através da divulgação do boletim médico no site oficial do artista, no sábado (22).
O cantor Netinho, de 58 anos, foi diagnosticado com câncer do sistema linfático. O anúncio foi feito através da divulgação do boletim médico no site oficial do artista, no sábado (22).
O comunicado, assinado pela diretoria médica do Hospital Aliança Star, em Salvador, detalha que após a descoberta do linfoma, Netinho está com “acompanhamento onco-hematológico”, sob coordenação da médica Glória Bonfim, e segue com suporte médico especializado.
A nota não informa o estágio da doença, nem como o tratamento que será feito. Procurada pelo g1, a assessoria de comunicação do artista disse que todas as informações sobre o assunto estão na página do cantor.
No mesmo comunicado, a unidade informou que Netinho recebeu alta hospitalar. Ele deu entrada no no Hospital Aliança Star no dia 25 de fevereiro, após sentir fortes dores nas pernas. Na ocasião, o baiano revelou que precisou desmarcar os shows que estavam agendados para o Carnaval deste ano. Ele detalhou que faria seis apresentações em cinco dias.
Internação
No dia 26 de fevereiro, Netinho relatou nas redes sociais que sentiu dor nas costas e dificuldades para andar após fazer três shows no fim de semana, em cidades de Alagoas e Pernambuco.
O site oficial detalha que as dores surgiram no momento em que ele se deslocava para cortar os cabelos e pegar os figurinos que vestiria no carnaval.
“Meu médico, Dr. Paraná, quando me examinou, pediu para me internar porque ele disse que tenho o corpo muito mexido pela medicina por causa de tudo que eu passei em 2013”, disse ele.
Naquele ano, o artista sofreu problemas vasculares no abdômen, depois teve complicações por conta de uma biópsia hepática, com sangramento no fígado.
Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), linfoma ou Doença de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, conjunto composto por órgãos (linfonodos ou gânglios) e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem essas células através do corpo.
A doença surge quando uma célula de defesa do corpo, ou linfócito, se transforma em uma célula maligna capaz de se multiplicar descontroladamente. A célula maligna começa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas, também chamadas de clones. Com o passar do tempo, essas células malignas podem se disseminar para tecidos próximos e atingir outras partes do corpo, se não tratadas.
A doença inicia geralmente no pescoço e na região do tórax chamada mediastino. O linfoma pode aparecer em qualquer faixa etária, porém é mais comum entre adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos), adultos (30 a 39 anos) e idosos (75 anos ou mais). Ainda de acordo com o Inca, homens têm maior propensão a desenvolver a enfermidade, em comparação com as mulheres.
A incidência de casos novos permaneceu estável nas últimas cinco décadas, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 1970 devido aos avanços no tratamento. A maioria dos pacientes com linfoma pode ser curada com o tratamento disponível atualmente.
Fonte:g1.globo.com/ba


















